Fernanda Garcia consegue reverter e derrubar, com 16 votos dos vereadores, o veto do prefeito
Sorocaba enfrenta cada vez mais os efeitos de eventos climáticos extremos e a resposta do poder público precisa estar à altura desse desafio. Mesmo assim, o prefeito Rodrigo Manga vetou integralmente o projeto de autoria da vereadora Fernanda Garcia que determina a instalação de placas de sinalização e advertência nos pontos mais críticos de alagamento da cidade.
Em plenário, nesta terça-feira, dia 18, Fernanda Garcia criticou o veto e lembrou que pessoas já perderam a vida após serem arrastadas em locais de alagamento. “É estranho o prefeito Manga vetar uma proposta que traz melhorias para a cidade. Para resolver problemas, esse é o nosso papel de vereança.”
A vereadora também destacou que a Câmara aprovou a proposta e pediu aos demais parlamentares que priorizem a proteção da população na análise do veto e o mesmo foi derrubado contando com apoio de 16 vereadores ao projeto.
A proposta, que foi aprovada pela Câmara, segue uma lógica simples de redução de danos: informar a população sobre os riscos, identificar os locais perigosos e orientar sobre como agir com mais segurança durante episódios de enchentes. É uma medida de baixo custo diante do potencial de salvar vidas.
Segundo dados da Defesa Civil, Sorocaba possui 88 pontos críticos, sendo 41 áreas de alagamento, 21 de inundação e 26 pontos de deslizamento. A falta de sinalização e de informação clara nesses locais coloca a população em risco, especialmente durante chuvas intensas, quando a visibilidade e as condições de circulação ficam comprometidas.
Sorocaba não está fora dos efeitos das mudanças climáticas. É preciso agir antes das tragédias, e não apenas depois delas. Isso significa investir em limpeza e manutenção de bueiros, drenagem urbana, recuperação de áreas verdes, preservação de matas ciliares e planejamento urbano. Também é necessário discutir o conceito de “cidade esponja”, com mais áreas permeáveis e soluções que permitam à cidade absorver melhor a água das chuvas.
Enquanto isso, decisões que aumentam a impermeabilização do solo e a retirada de vegetação às margens dos cursos d’água precisam ser revistas. Não podemos enfrentar enchentes com uma mão e, com a outra, adotar medidas que agravam os problemas de drenagem e escoamento da água.
A pergunta é inevitável: cadê o plano de governo para enfrentar os alagamentos e os impactos climáticos em Sorocaba?
“Seguimos cobrando soluções estruturais para os alagamentos e, ao mesmo tempo, trabalhando para proteger as pessoas enquanto essas soluções não chegam”, destaca Fernanda.






