Vereadora denuncia falta de alimentos no CAPS ‘Saca Só’

O questionamento de Fernanda Garcia procura saber quantas pessoas deixaram de ser atendidas por conta da falta de alimentos no único CAPS municipalizado

A vereadora Fernanda Garcia (PSOL), membro da comissão permanente de saúde da Câmara de Sorocaba, protocolou na última segunda-feira, dia 06, um requerimento onde questiona a Secretaria de Saúde a falta de alimentação no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS III) “Saca Só”, especializado no tratamento de usuários de substâncias químicas. A vereadora vem recebendo denúncias que o centro de saúde não poderia receber pacientes em internação por conta desta intercorrência.

A parlamentar que é uma ávida defensora da saúde pública, viu essas denúncias com grande preocupação já que o CAPS centro das reclamações é o único municipalizado. “Sorocaba tem se tornado, infelizmente, a ‘terra das terceirizações’. Na área da saúde mental resta apenas o “Saca Só” aos cuidados do município. A política de desmonte é tão desavergonhada que mesmo tendo somente um equipamento, a gestão atual prefere deixar faltar o básico, na tentativa de fazer a terceirização ser a única saída”, explicou a vereadora.

Esta não é a primeira vez que a falta de insumos atrapalha o cotidiano do CAPS localizado na Zona Norte. De acordo com Fernanda Garcia, no último ano ocorreram outros episódios semelhantes que levaram a vereadora a fazer uma fiscalização em todos os Centros de Atenção Psicossocial juntamente com movimentos sociais.

Prestação de Contas

No último dia 27, a Secretaria de Saúde do município veio à Câmara Municipal para prestar contas dos últimos quatro meses e foram questionados por Fernanda Garcia neste tema.

“Foi garantido pela coordenação de saúde mental que esse problema seria resolvido o mais rápido possível com o uso de uma verba que é destinada para a unidade conhecida como ‘verbinha’, isso não aconteceu”, lembrou a parlamentar, que continuou: “o uso deste orçamento também é problemático pois seu uso não é para este fim. A Prefeitura deve arcar com as suas responsabilidades e não trabalhar em prol do empresariado. A terceirização traz mais gastos para o poder público e, muitas vezes, não garante um atendimento eficaz, além das várias infrações trabalhistas que vem a conhecimento, ou seja, não é a melhor solução”, finalizou Fernanda.

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