Querem cassar o mandato de Fernanda Garcia

Estão tentando transformar em crime aquilo que é, na verdade, o dever de uma vereadora: estar ao lado do povo.

A visita à ocupação Ondina Seabra, na Vila Hortência em Sorocaba, não teve nada de ilegal. Foi um ato legítimo de quem exerce um mandato comprometido com os direitos da mulher. O espaço, organizado pelo movimento de mulheres Olga Benário, busca justamente acolher mulheres vítimas de violência doméstica.

O que incomoda não é a visita. É o que ela representa. Incomoda ver mulheres organizadas, construindo soluções coletivas diante da ineficiência do Estado. Em vez de discutir a falta de políticas públicas para proteger mulheres, preferem atacar quem está fazendo algo. Em vez de apresentar soluções, apostam na perseguição política.

Mas esse ataque não acontece de maneira isolada. Ele faz parte de um cenário mais amplo e preocupante. O avanço da extrema-direita, com a instrumentalização de movimentos como o redpill e outros grupos masculinistas, tem alimentado um ambiente de ressentimento e ódio contra as mulheres. São discursos que tentam deslegitimar nossas lutas e naturalizar a violência de gênero.

Quando uma mulher ocupa espaço, denuncia injustiças ou constrói alternativas coletivas, a reação vem, e carregada de misoginia.

Ocupar é um instrumento legítimo de luta para garantir que a propriedade cumpra sua função social, como prevê a Constituição Federal. E um espaço que terá como objetivo acolher mulheres vítimas de violência cumpre, sim, um papel fundamental na nossa cidade.

Seguimos na luta, com a certeza de que a justiça vai prevalecer e que iremos vencer mais essa perseguição política. Porque defender mulheres não é crime. Ouvir a população não é crime. Cumprir o papel de vereadora não é crime.

E diante de um cenário que tenta nos silenciar, a nossa resposta será mais organização, mais coragem e mais luta.

FERNANDA FICA!

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